domingo, 3 de janeiro de 2016

As igrejas modernas são construídas assemelhando-se a teatros (“casas de divertimentos”). Em lugar do púlpito, o enfoque está no palco. As igrejas estão contratando, em regime de tempo integral, especialistas em mídia, consultores de programação, diretores de cenas, professores de teatro, peritos em efeitos especiais e coreógrafos. E o que há de errado nisso? Por um lado, a igreja não deveria mercadejar seu ministério, como sendo uma alternativa aos divertimentos seculares (1 Ts 3: 2-6). Isso acaba corrompendo e barateando a verdadeira missão da igreja. Não somos apresentadores de carnaval, ou vendedores de carros usados ou camelôs. Somos embaixadores de Cristo (2 Co 5: 20). Conhecendo o temor de Senhor (v. 11), motivados pelo amor a Cristo (v. 14), tendo sido completamente transformados por Ele (v. 17), imploramos aos pecadores que se reconciliem com Deus (v. 20). As igrejas modernas, em lugar de confrontarem o mundo com a verdade de Cristo,as megaigrejas norteadas por MARKTING estão promovendo com entusiasmo as piores tendência da cultura secular. Alimentar o apetite das pessoas por entretenimento apenas agrava o problema das emoções insensatas, da apatia e do materialismo. Proclamar e expor a palavra, visando o amadurecimento e a santidade dos crentes deveria ser âmago do ministério de toda igreja. Se o mundo olha para a igreja e vê ali um centro de entretenimento, estamos transmitindo a mensagem errada. Nas escrituras, nada indica que a igreja deveria atrair as pessoas a virem a Cristo através do apresentar o cristianismo como  uma opção atrativa. Quanto ao  evangelho, nada é opcional: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixa do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importamos que sejamos salvos”(At 4:12). Tampouco o evangelho tem o objetivo de ser atraente, no sentido do MARKETING moderno. O evangelho é perturbador, chocante, transformador, confrontador, produz convicção de pecado e é ofensivo ao orgulho humano. Não há como “fazer markenting” do evangelho bíblico. Aquele que procuram remover a ofensa, ao torná-lo entretenedor, inevitavelmente corrompe e obscurecem os pontos cruciais da mensagem. A igreja precisa reconhecer que sua missão nunca foi de relações publicas ou de vendas; fomos chamados a um viver santo, a declarar a inadulterada verdade de Deus – de forma amorosa, mas sem comprometê-la – a um mundo que não crê.    

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