domingo, 3 de janeiro de 2016

Durante certa reunião de pastores e oficiais de igreja, os presentes, um após outro, questionaram o valor das reuniões de oração. Todos confessaram que poucos crentes participavam delas; e vários reconheceram, sem qualquer contrição, que já haviam desistido de tais reuniões.  O que isto significa?  Estão as igrejas vivenciando uma condição saudável ao terem apenas uma reunião de oração por semana e serem poucos que a freqüentam?
                                                                               ( Charles haddon spurgeon)

A igreja contemporânea está passando por uma revolução sem precedentes, desde a Reforma Protestante, em seus estilos de adoração.  O ministério das igrejas casou-se com a filosofia de marketing, e o “filhote monstruoso” dessa união é um diligente esforço para mudar a maneira como o mundo enxerga a igreja.  O ministério da igreja está sendo completamente renovado, na tentativa de torná-lo mais atraente aos incrédulos.  Os especialistas no dizem que pastores e lideres de igrejas que desejam ser mais bem-sucedidos precisam concentrar suas energias nesta nova direção.  Forneça aos não-cristãos um ambiente inofensivo e agradável.  Conceda-lhes liberdade, tolerância e anonimato. Seja sempre positivo e benevolente. Se for necessário pregar um sermão, torne-o breve e recreativo.  Não pregue longa e enfaticamente. E, acima de tudo, que todos sejam entretidos. As igrejas que seguirem estas regras experimentarão crescimento numérico, eles nos afirmam; e as  que as ignorarem estão fadadas à estagnação.  As inovações que estão sendo tentadas são extraordinárias e, até mesmo, radicais.  Algumas igrejas, por exemplo, realizam seus maiores cultos na sexta ou sábados à noite, em vez de no domingo. Tais cultos são repletos de música e entretenimento, oferecendo às pessoas verdadeiros substitutos ao teatro a às atividades sociais.
A atitude que caracteriza o ministro que almeja a excelência deve ser de diligente sobriedade.  Sóbrio significa alguém que possui autocontrole, alguém atento e dedicado.  Um ministro excelente é uma pessoa firme estável, como um atleta que sujeito todas as suas paixões, apetites e energia debaixo de um autocontrole absoluto, a fim de render o máximo. Diante de um mundo em mudanças, em meio a uma igreja vacilante e no contexto de uma sociedade levada ao sabor do vento, é bom que os ministros do evangelho sejam fortes, constantes, estáveis e firmes como rocha.   Precisamos de ministros cujas mentes estão livres de engano, de falsa doutrina e de conceitos não-ortodoxos. Precisamos de pregadores que declarem corajosamente “ todo os desígnios de Deus”.     Pregador nobre é equilibrado, consistente e firme.  Ele não se altera diante dos clamores daqueles que desejam satisfazer a coceira de seus ouvidos.
Infelizmente, a igreja norteada por marketing  apela à pior disposição de nossa época. Ela satisfaz pessoas cujo primeiro amor estás  em si mesmas e que não se importam com Deus, a menos que possam tê-lo sem interromper sua maneira de viver egoísta. Prometa a essas pessoas uma religião que lhes permitirá que tenham conforto em meio ao seu materialismo e amor próprio, e elas a aceitarão aos milhares.  Paulo antecipou essa época, no final de sua segunda carta a Timóteo; o apostolo resumiu seu conselho a Timóteo nestas palavras tão bem enfatizada: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”(2Tm 4: 2). E acrescentou  a seguinte advertência profética:”Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cerca-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (Tm 4: 3,4).
É claro que na filosofia ministerial de Paulo não havia lugar para a teoria do  ofereça- as- pessoas- o – que- elas- desejam, que é tão predominante hoje em dia. Ele ordenou que Timóteo pregasse a palavra fiel, sistemática e pacientemente, de forma a repreender, permitindo que ela confrontasse o espírito vigilante.
Como se compara ap modelo bíblico um ministério norteado por markentig?  Encontramos uma resposta meticulosa a essa pergunta nas duas epistolas que Paulo escreveu a Timóteo, no  Novo Testamento . Paulo havia sido o mentor pessoal daquele jovam pastor, mas Timóteo enfrentou provações severas ao receber o encargo de liderar a igreja em Éfeso, não se deixando envolver pelo pecado e erro.Timóteo relutou com medo e fraqueza humana. Certamente se sentiu tentado         a amenizar a sua pregação em face da perseguição.  Por vezes, pareceu envergonhado do evangelho. Foi necessário que Paulo o relembrasse a permanecer ousadamente firme por causa da fé, ainda que isso implicasse em sofrimento; “Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos a favor do evangelho, segundo o poder de Deus”(2 Tm 1: 8).  As duas epístolas de Paulo a Timóteo delineiam uma filosofia de ministério que desafia a sabedoria  prevale3cente em nossos dias.  Nessa lista, sugere uma filosofia norteada por markentg.  De fato, é impossível harmonizarmos a maioria das ordens dadas às teorias que são tão populçares em nossos dias. Resumindo tudo em cinco categorias: 1- ser fiel em sua pregação à verdade bíblica; 2-ser ousado em expor e refutar o erro; 3- ser um exemplo de piedade para o rebanho; 4- ser diligente e trabalhar raduamenye no ministério; 5 – estarv disposto a sofrer dificuldades e perseguições por causa de seu serviço para o Senhor. Todo cristão é chamado a uma vida de ministério e deve seguir o exemplo dos pastores (1 Tm 4:11 – 12).  Quando a igreja está em declínio, isto significa que multidões de pessoas são conduzidas juntamente no declínio espiritual. “Falsa doutrina e mundanismo” na igreja afetam cada membro do corpo. As instruções de Paulo a Timóteo não são, de forma alguma, apenas para a “elite” da liderança cristã ou ministério pastoral. Isto corresponde a dizer que a filosofia de ministério, deve ser preocupação de cada cristão. Essas questões não s~so, de forma alguma, algo de domínio exclusivo do clero profissional. Há cerca de uma dúzia  de  livros,  que recentemente falam sobre ministério e crescimento de igreja. A maioria desses livros continha uma definição filosófico de ministério . Nenhum deles, entretanto, se referiu às instruções que Paulo tão cuidadosamente delineou a Timóteo.  A maioria extraiu seus  princípios de empreendimentos  modernos , de técnicas de markentig, de teorias de gerenciamento, da psicologia e outras fontes similares. Mas nenhum deles extraiu das Escrituras a sua filosofia de ministério- embora grande parte do Novo Testamento tenha sido explicitamente escrita para instruir pastores a igrejas nessas questões!
ecado de permitir os apetites, as a

mbições ou conduta de alguém sejam moldados de acordo com os valores do mundo. Apesar disso, nos dias de hoje, presenciamos extraordinário espetáculo de programas de igrejas elaborados explicitamente com o objetivo de satisfazer os desejos carnais, os apetites sensuais e o orgulho humano. Durante muito tempo tenho visto revistas, paginas de jornais e programas humorísticos, falando de igrejas que estão lançando mão de inovações, a fim de evitar que seus cultos de adoração se tornem monótonos. Nos últimos cinco anos, algumas das maiores igrejas dos Estados Unidos têm se utilizado de recursos mundanos, tais como comédia "pastelão", peças cômicas entremeadas de música, exibições de luta livre e até mesmo imitações de strip-tease, para tornar um pouco mais atrativas suas reuniões dominicais. Nem um tipo de grosseria, ao que tudo indica, é ultrajante o suficiente para não ser traduzida para dentro do santuário. O entretenimento está rapidamente se tornando a liturgia da igreja pragmática. Além do mais, muitos na igreja crêem que essa é a única forma pela qual havemos de alcançar o mundo. Por isso, dize-nos que, se a multidão de pessoas que não freqüentam as igrejas não querem ouvir pregações bíblicas, devemos dar lhes aquilo que desejam. Centenas de igrejas têm seguido à risca essa teoria, chegando a pesquisar o incrédulos a fim saber o que é preciso para que estes passam a freqüentá-las. Oponho-me àqueles que acreditam que das habilidades humanas podem conquistar pessoas para o reino de Deus com maior eficácia do que o Deus soberano. Essa filosofia abriu as portas da igreja para o mundanismo. A Grande Comissão não é um manifesto de marketing. O evangelho não requer vendedores, e, sim, profetas. É a Palavra de Deus, e não qualquer sedução mundana, que planta a semente que produz um novo nascimento (1 Pd 1:23). Nada ganharemos, senão o desprezo de Deus, se procurarmos remover o escândalo da cruz (Gl 5:11).

Estou convencido de que o pragmatismo representa à igreja de hoje exatamente a mesma ameaça sutil que o modernismo representou há quase um século. O modernismo foi um movimento que abraçou a teologia liberal e a crítica ( uma abordagem das Escrituras que descarta a noção de que a Bíblia é a Palavra de Deus), ao mesmo tempo que negou praticamente todos os aspectos sobrenaturais do cristianismo. Os modernistas consideravam a doutrina como uma questão secundária. Enfatizaram a fraternidade e a experiência, menosprezando as diferenças doutrinárias. A doutrinas, pensavam eles, deveria ser fluente e adaptável, mas certamente nada digno de se lutar por ela. Ao menosprezar a importância da doutrina, o modernismo abriu a porta para o liberalismo teológica, o relativismo moral e a incredulidade aberta. Atualmente, a maioria do evangélico tenda a compreender a palavra “modernismo” como uma negação completa da fé. Hoje, acontece a mesma coisa com os pragmatistas. Tal como a igreja de cem anos atrás, vivemos em um mundo de mudanças rápidas e de grandes avanços na ciência, tecnologia, política mundial e educação. Assim como os irmãos daquela geração, os cristãos de hoje estão abertos, para não dizer sedentos, a mudanças na igreja. Como eles, anelamos por uma unidade entre os fiéis e somos sensíveis à hostilidade de um mundo incrédulo. Muitos irmãos parecem inocentes ( ou não querendo enxergar) a respeito dos sérios perigos que ameaçam a igreja por dentro. Porem, se existe algo que a história nos ensina, este ensino é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja. Por viver em uma época tão instável, não pode se dar ao luxo de vacilar. Ministramos a pessoas que buscam desesperadamente respostas; por isso, não podemos amenizar a verdade ou abrandar o evangelho. Se fizermos amizade com o mundo, nos tornaremos inimigos de Deus. Se nos dispusermos a crer em artifícios mundanos, estaremos automaticamente abrindo mão de poder do Espírito Santo. Ler as verdades freqüentes reiteradas nas Escrituras: Tg 4:4; 1Jo 2:15; Sl 33: 16,17; Is 31:1; Zc 4:6; Is 42:6; 49:6; . Estas verdades foi salientadas por Martin Lloyd-Jones:  Nosso Senhor atraía os pecadores porque era diferente. Aproximavam-se dEle porque sentiam haver nEle algo diferente... E o mundo sempre espera que sejamos diferentes. Essa idéia de que poderemos ganhar pessoas par a fé cristã, se lhe mostrarmos que, afinal de contas, somos notavelmente parecidos com elas é um erro profundo , teológica e psicologicamente falando.

Pragmatismo é a noção de que o significado ou valor é determinado pelas conseqüências práticas. É muito similar ao UTILITARISMO, a crença de que a utilidade estabelece o padrão para aquilo que é bom. Para um pragmatista/ utilitarista, se uma determinada técnica ou um curso de ação resulta no efeito desejado, a utilização de tal recurso é válida. Se parece não produzir resultados, então não tem valor. Quem desenvolveu esta inversão de valores foram os filósofos do século passado, William James, junto com outros intelectuais como John Dewey e George Santayana. Willian Jamens, publicou uma coleção de preleções intitulada Pragmatismo: Uma nova nomenclatura para algumas velhas formas de pensa. Assim, delineou uma nova abordagem para a verdade da vida. O pragmatismo tem raízes no darwismo e no humanismo secular. É inerentemente relativista, rejeitando a noção dos absolutos- certo e errado, bem e mal, verdade e erro. Em última análise, o pragmatismo define a verdade como aquilo que é útil, significativo e benéfico. As idéias que não parecem úteis ou relevantes são rejeitadas como sendo falsas. Quando o pragmatismo, entretanto, é utilizado para formularmos juízos acerca do certo e errado ou quando se torna a filosofia norteadora da vida, da teologia e do ministério, acaba inevitavelmente, colidindo com as Escrituras. A verdade espiritual e bíblica não é determinada baseando-se no que “funciona” ou no que “não funciona”. Entretanto, um irresistível surto de pragmatismo está permeando o evangelicalismo. A metodologia tradicional – especialmente  pregação – está sendo descartada ou menosprezada em favor de novos métodos, tais como dramatização, dança, comédia, variedades, grandiosas atrações, concertos populares e outras formas de entretenimento. Esses novos métodos são, supostamente, mais “eficazes”, ou seja, atraem grandes multidões. É, visto que,para muitos, a quantidade de pessoas nos cultos tornou-se critério para se avaliar o sucesso de uma igreja, aquilo que mais atrair público é aceito como bom, sem uma análise crítica. Isso é pragmatismo.Talvez os sinais mais visíveis do pragmatismo sejam as mudanças convulsivas que, na década passada, revolucionaram o culto de adoração das igrejas. Algumas das maiores i mais influentes igrejas evangélicas agora ostentam cultos dominicais que são planejados com o propósito de sejam mais divertidos do que reverentes. Pior ainda, a teologia concede à metodologia o lugar de honra. Constituem uma agenda deficiente para a igreja de nossos dias. Eles estão consentindo que a dramatização, a musica, a recreação, o entretenimento, os programas de auto-ajuda e iniciativas semelhantes eclipsem o culto e a comunhão dominical tradicionais. Aliás, na igreja contemporânea tudo parece estar na moda, exceto a pregação bíblica. O novo pragmatismo encara a pregação (particularmente, a pregação expositiva) como antiquada. Proclamar de modo simples a verdade da Palavra de Deus é visto como ingênuo, ofensivo e ineficaz. Há pastores se voltando para livros de markenting em busca de técnicas que o ajudem no crescimento da igreja. Muitos seminários abandonaram sua ênfase básica de treinamento pastoral alicerçado em um currículo bíblico-teológico, trocando-o por um treinamento alicerçado em técnicas de aconselhamento e em teorias de crescimento da igreja. Todas essas tendências apontam o crescente comprometimento da igreja com o pragmatismo. “E, uma vez que se sintam bem, estarão dispostas a receberem a verdade bíblica em doses homeopáticas e diluídas.”