sábado, 23 de abril de 2011

A CULTURA E AS REFORMAS


Durante a Idade Média, a cultura popular exerceu uma grande importância sobre o cotidiano das pessoas. Era um mundo povoado por heróis, vilões, bobos da corte, muita música e sobre tudo festas. festas de família, como os casamentos, batizados; festas  do santo padroeiro de uma cidade, de uma paróquia; as festas anuais, como a Páscoa, o natal, o ano Novo, o dia de Reis e a mais concorrida de todas: o carnaval. A mentalidade festeira era tal, que muitos viviam da lembrança de uma festa e da expectativa da próxima. Contava-se o tempo pelas grandes festas, para as quais afluíam multidões que se entregavam a toda sorte de diversões que nada tinham de religiosas, mesmo em festas ditas religiosa. 
A festa popular por excelência era o carnaval, que começava em 26 de dezembro e crescia num ritmo acelerado e alucinante à medida que se aproximava da quaresma. Riscos e pobres, camponeses e citadinos, “pessoas de bem”, e marginais afluíam para as praças onde eram encenadas peças. Bebia-se, cantava-se e dançava-se a exaustão. Homens se vestiam de mulher e mulheres se vestiam de homem. Governantes, clérigos e até os sacramentos eram satirizados. Enfim era o “mundo de cabeça para baixo”.
“havia três temas principais no carnaval, reais e simbólicos: comida, sexo e violência. A comida era a mais evidente. Foi a carne que compôs a palavra carnaval. O maciço consumo de carne de porco, de vaca e outras ocorria de fato...
Carne também significava ‘a carnalidade’... O  carnaval era uma época de atividade sexual particularmente intensa...

AS REFORMAS E AS CIÊNCIAS Parte 6

Convencido pelos inimigos de Galileu, Urbano Vlll, que estava bastante irritado, por ter sido traído e ridicularizado, ordenou que Galileu fosse levado a Roma, para ser julgado. Nos  quatros interrogatórios a que foi submetido, Galileu procurou se desculpar, afirmando que defendeu o Sistema Heliocêntrico apenas como hipótese e que de forma alguma pretendera ridicularizar o seu amigo, o papa Urbeno Vlll. Não houve acusação de heresia, pois Galileu abjurou as partes de seu livro que podiam ser interpretadas como tal. Não passa de uma lenda, cristã no século XVlll, a frase “eppur si muove”, dita baixinho por Galileu nesse momento. Galileu foi condenado a três anos de prisão. No mesmo dia, o papa comutou a pena. Exatamente 5 meses e 8m dias depois, ele pôde voltar a Florença.                                                                                    

AS REFORMAS E AS CIÊNCIAS Parte 5


De posse do telescopio, Galileu fez importantes observações astronômicas, pondo em xeque a concepção aristotélica do Universo. A publicação de O Mensageiro Celeste em 1610 e História e Demonstração das Manchas Solares em 1613 renderam-lhe enorme popularidade. Parabenizado por Kepler, exaltado pelo jesuíta Clavins, protegido pelo grão-duque de Florença, Galileu foi recebido pelo papa PauloV, que o tratou com amabilidade. Em 1623, Maffeo Barberini, homem extremamente culto, protetor das ciências e das artes, foi eleito papa, assumindo com o nome de Urbano Vll. Galileu ficou satisfeito, pois era amigo do novo papa, tanto que o seu livro ll Saggiatore (“O Ensaiador”), já sendo impresso, teve a sua dedicatória mudada em favor do seu conterrâneo, o novo pontífice.  No livro, aprovado pelas autoridades eclesiásticas, Galileu defendia a concepção heliocêntrica. Ao ler a obra, Urbano Vlll a considerou ousada, mas não condenável, tanto quer recebeu o cientista seis vezes e o tratou com grande deferência.
“Nas entrevistas particulares com  Papa, Galileu expôs-lhe o seu propósito de escrever um livro sobre as vantagens e inconvenientes de cada um dos sistemas astronômicos e
Galileu trabalhou no seu novo livro, denominado Dialogo sopra i due massini sistemim Del mondo, ptolomaico e copernicano (Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo ptolomaico e copernicano). O livro foi publicado, porque Galileu, por meio de mentiras e maquinações enganou os seus censores. O padre Ricardi (responsável pela censura) ficou desesperado quando viu obra impressa, pois Galileu não havia feito as alterações prometidas.

AS REFORMAS E AS CIÊNCIAS Parte 4




Nega a importância de Galileu seria uma estultice. Criador da Física moderna, astrônomo e matemático brilhante, devemos a ele os três  os três princípios do método cientifico. O primeiro, a observação; o segundo, a experimentação; e o terceiro principio que o correto conhecimento da natureza exige é que se descubra sua regularidade matemática.  Nesta época, Tycho Brahe e Johannes Kepler já haviam realizado alentando estudos astronômicos. Em 1609, Kepler, em sua obra Astronomia Nova, pôs o Sol no verdadeiro centro do cosmo, com os planetas em torno dele. Nesse mesmo ano, chegou à Itália um rudimentar telescópio, inventado por um holandês e que acabou sendo aperfeiçoado por Galileu. De posse do telescópio, Galileu fez importantes observações astronômicas, pondo em xeque a concepção aristotélica do Universo. A publicação de O Mensageiro Celeste em 1610 e História e Demonstração das Manchas Solares em 1613 renderam-lhe enorme popularidade. Parabenizado por Kepler, exaltado pelo jesuíta Clavins, protegido pelo grão-duque de Florença, Galileu foi recebido pelo papa PauloV, que o tratou com amabilidade. Em 1623, Maffeo Barberini, homem extremamente culto, protetor das ciências e das artes, foi eleito papa, assumindo com o nome de Urbano Vll.

















































































































bn





AS REFORMAS E AS CIÊNCIAS Parte 3

Galileu galilei (1564-1642) foi protagonista de uma série de episódio que até hoje são usados para  “provar” a face  “obscura”  e “intolerante” da Igreja Católica. Segundo essa tese, Galileu galilei, graças às suas pesquisas, provou matematicamente que a terra não era o centro do universo. Perseguido pela inquisição, foi preso, torturado e, para não ser queimado vivo, teria abjurado as suas certezas científicas. De forma romântica teria, diante do execrável tribunal, murmurado uma célebre frese: “Eppur, si muove”-“no entanto, gira...”.
As perseguições, a prisão fétida e insalubre, minaram a  sua saúde. Alquebrado, pobre, cego, vigiado por muitos e invejado por todos, morreu como vitima das forças obscurantistas. Livros                                                                                  artigos, filmes e uma famosa peça teatral escrita pelo dramaturgo comunista Bertolt Brecht (1898-1965) arrancam lágrimas de um público levado a crer numa luta maniqueísta entre o bem ( Galileu) e o mal (a Igreja Católica).